alexandre bobeda

(Sub)mundo_Uruguaiana_Rio

Publicado por: alexandre bobeda em: Sexta-Feira, 11 Setembro, 2009

Horário de almoço desta sexta-feira, lá fui eu caminhar da Sete de Setembro até a Buenos Aires, por conta de uma caixinha de chaves de fenda que andei precisando e me fez falta na noite passada. Já deveria ter comprado, mas aquela velha mania de deixar tudo para “quando precisar” me impediu, fazendo com que o precisar, de fato, não fosse atendido. Deu nisso. Mas, voltando ao assunto, a rua BsAs fica bem no epicentro do camelódromo da Uruguaiana, local de um comércio alternativo sem igual aqui no Rio. Do que precisar, você encontra por lá. E se não tiver, é possível até que te indiquem, como hiperlinks humanos, qual o “camelô” que vende o que se quer…

O mais curioso é que a gente percebe que está numa dimensão carioca paralela, onde o pancadão do funk corre solto e o carioquês das ruas é disparado a língua franca da área. Nisso, é preciso até um certo jogo de cintura pra falar ao vendedor o que se quer sem correr o risco de ser mal interpretado ou, pior, enganado tal mais um burguês que invade o local da ginga, do comércio barato e da malandragem cariocas. Isso aprendi. Mesmo sem ser burguês, mas talvez porque esse meu jeito formal ao extremo e essa seriedade paulistana num cidadão carioca já me fizeram passar por testes de sobrevivência na selva urbana, digamos. Aí, com o tempo a gente aprende. Então, mesmo de roupa social num período pós-almoço e antes de voltar ao escritório, é possível exercitar um pouco de malandragem e do dialeto que só se vê nas ruas do Rio: um “meu irmão” daqui, um “parceiro” dali, outro “maneiro” atravessado e por aí vai.

No fim das contas, mesmo tão longe e tão perto de negócios que envolvem cifras astronômicas, logo ali na Rio Branco e adjacências, a gente sente de forma avassaladora essa característica tão carioca e tão familiar a todos aqui: a pluralidade e as diferenças socioculturais, lado a lado, numa coexistência pacífica e democrática.

Talvez não o submundo, mas o carioca lifestyle de ser, assim, presente a todo mundo.

Livros

Publicado por: alexandre bobeda em: Quinta-feira, 10 Setembro, 2009

Estou num momento de ler, ao mesmo tempo, tanto livros quanto revistas… é, tudo ao mesmo tempo, dividindo o tempo livre entre vários e várias. Gosto muito de ler revistas, de comprar algumas no início do mês e devorá-las em poucos dias. Várias, sendo que a única que me mantenho fiel é mesmo a Rolling Stone, a cada mês.

No caso dos livros, estou lendo dois ao mesmo tempo, com mais outros três na fila, sò esperando a hora de começar. Os dois que falo são o já citado abaixo, “Groundswell/Fenômenos sociais nos negócios” e “Eu te amo Philip Morris“. Este, baseado numa história real, de um pai de família que larga mulher e filhos para viver um grande amor… muito interessante. Já tem a versão de cinema, com Rodrigo Santoro e Jim Carrey, que formam o casal da história.

Já “Groundswell” é uma leitura interessante para quem não conhece muito sobre redes sociais e/ou possíveis estratégias de comunicação a serem feitas nessas ferramentas. O livro é bacana, mas é bastante básico e algumas vezes cansa.

Aí, quando começa a cansar muito, olho pra estante e vejo que ainda tenho na fila “O que a Google faria“, de Jeff Jarvis, que mostra o mundo de acordo com a visão extremamente competitiva e ágil do Google, “Startup“, de Jessica Livingston, que mostra como foram criadas algumas das novas empresas da web, como Hotmail, e “A volta“, de de Andrea Leininger e Bruce Leininger. E dá uma vontade danada de largar o que estou lendo e partir logo pra esses… será que isso é ansiedade de informação?!

Comercial: The Beatles Rock Band

Publicado por: alexandre bobeda em: Segunda-feira, 7 Setembro, 2009

Demais!

Sobre redes sociais

Publicado por: alexandre bobeda em: Segunda-feira, 17 Agosto, 2009

Minha leitura do momento é o livro Fenômenos Sociais nos Negócios, de Charlene Li e Josh Bernoff (Campus).

Apesar de ser muito básico em alguns momentos, explicando coisas que nós que trabalhamos com web já conhecemos bem (o que são redes sociais, wikis, tags, Twitter etc), mostra também estratégias utilizadas por grandes empresas com a onda da web 2.0, que os autores chamam de “Groundswell”.

É notório perceber que, apesar de ser uma tendência forte lá fora, aqui no Brasil o uso de redes sociais e de ferramentas de web 2.0 ainda está muito no início, numa espécie de tentativa e erro e de descobertas tardias para o seu uso, na maioria das empresas (há que se notar a iniciativa da Petrobrás com o “Fatos & Dados”, o blog que trata da CPI da empresa, que é uma bela amostra de relações públicas nesse mundo moderno e hiperconectado. Pena que nem todas as grandes empresas perceberam esse tipo de uso de blogs…).

Assim, para quem quer se atualizar ou mesmo aprender algo sobre redes sociais e as nova ferramentas de comunicação digital, recomendo o livro! ;-)

Voltando e com novidade!

Publicado por: alexandre bobeda em: Domingo, 16 Agosto, 2009

Decidi voltar ao blog e aos poucos retomar as atividades por aqui…

A novidade é que os contos que estão neste blog pra download serão lançados, no fim do ano, em livro, pela editora Multifoco.

Ou seja, O Outro Lado vai sim virar livro, e com 2 contos inéditos!!! O material já está na editora, mas a capa não vai ser a mesma do e-book, assim como alguns contos foram revisados, com leves alterações (nada que altere o que já foi escrito, mas se quiser procurar o que mudou, à vontade…rs).

Assim, vou dando mais novidades por aqui, sempre.

;-)

Entrevista na revista Carreira & Negócios

Publicado por: alexandre bobeda em: Quarta-feira, 6 Maio, 2009

cncapaAcaba de sair na edição deste mês da revista Carreira & Negócios, da editora Escala, uma matéria sobre Educação Corporativa, cujo início do texto foi praticamente editado a partir de minhas respostas, numa entrevista por e-mail sobre o tema para esta edição. Claro, tem declarações minhas também, mas como sempre acontece nesses casos, nem tudo o que falamos/escrevemos é aproveitado.

Assim, seguem minhas considerações na íntegra sobre o tema. Já a matéria depois coloco aqui, ok?

  • Na sua opinião, porque cada vez mais empresas criam o hábito de desenvolver a educação corporativa? Onde surgiu este conceito e quando começou a ser aplicado no País. Acredito que isso ocorre porque as empresas aqui no Brasil precisam acompanhar as inovações e os conceitos já praticados e disseminados com certo sucesso em outras partes do mundo, sendo a Educação Corporativa uma delas. E num momento de globalização, com essa “economia do conhecimento” desafiando as empresas a todo instante, educar e saber gerenciar talentos torna-se fundamental. O conceito de EC surgiu nos EUA, na General Electric, com Jack Welch, um renomado executivo dessa empresa.
  • E em relação às universidades corporativas? Cursos deste tipo realmente asseguram o desenvolvimento do capital humano no ambiente de trabalho? É uma ferramenta de bom custo/benefício? Uma universidade corporativa tem papel estratégico numa organização. É fundamental não somente por ser uma maneira de oferecer programas de treinamentos contextualizados em relação às competências dos colaboradores, mas também por auxiliar a consolidar e estabelecer a cultura empresarial. Dessa forma, bem implementada e organizada, alinhada ao planejamento estratégico da companhia, é perfeitamente possível desenvolver o capital humano, além de ser uma excelente maneira para que se comece a pensar em gerenciar o capital intelectual da própria companhia. O custo/benefício vai depender, em boa medida, do nível de comprometimento e seriedade com que é levado esse projeto de UC.
  • Quais os principais benefícios da educação corporativa? Até que ponto é válido moldar um funcionário dentro de determinada estrutura organizacional? E quando este sair da empresa? O trabalho não ficará perdido? O principal benefício de uma UC, para mim, é a possibilidade da “aprendizagem contínua”, já que os programas educacionais de treinamento corporativo estarão, todos, adequados aos objetivos estratégicos da companhia, formando uma “cadeia de conhecimento” cujo objetivo é manter sempre atualizadas e desenvolvidas as competências dos colaboradores que são ou serão necessárias aos negócios da companhia. Em relação a “moldar” um funcionário, isso é algo inerente ao mundo dos negócios e não há como desenvolver competências nem disseminar conhecimentos numa organização sem que um colaborador esteja perfeitamente adequado às suas atribuições dentro da mesma. Hoje em dia, quando se fala em e-learning, companhias mais espertas e que estão um passo à frente das demais já entenderam que uma universidade corporativa, principalmente em se tratando de e-learning, precisa ter não só uma política de compartilhamento de conhecimento e de melhores práticas, mas também de gerenciamento do conhecimento produzido e mantido pelos colaboradores. Dessa maneira, não há trabalho perdido.
  • Quais as ferramentas mais utilizadas pelas empresas para realizar este tipo de treinamento? Uma universidade corporativa pode ser implementada de maneira presencial ou com cursos à distância. Neste último caso, o e-learning, com cursos online a partir de um LMS (Learning Management System), pela web ou intranet, tem sido o modelo adotado em praticamente todo o mundo.
  • Ao invés de montar uma estrutura física, como fez o Habib’s recentemente, não vale mais a pena fazer todo o processo online? Depende do porte da companhia. Em geral, vale a pena, já que o ROI, o retorno do investimento, pode compensar de acordo com a solução pretendida para os treinamentos online, o tipo de material e a produção exigida para os mesmos. Num momento como este, de crise no mundo todo, possivelmente veremos um número cada vez maior de companhias que passarão a adotar o e-learning como sua principal – e talvez única – estratégia de treinamento.
  • Até que ponto este cursos são válidos, já que não são reconhecidos pelo MEC? Mas e-learning para universidade corporativas não precisam ser reconhecidos pelo MEC! Uma UC oferece cursos que são de interesse, em sua imensa maioria, aos colaboradores da empresa. Assim, uma UC precisa complementar a grade curricular ou os “conhecimentos essenciais” do sistema educacional tradicional, criando e/ou atualizando as competências básicas dos colaboradores, preparando-os para novos desafios e mudanças no âmbito corporativo, no contexto econômico e até social.
  • Por que o e-learning ganha força no Brasil? Quais as vantagens desta ferramenta em relação as outras? Na minha opinião, porque é uma maneira confiável e eficaz para o desenvolvimento de competências, estando bem de acordo com esses novos tempos, nos quais todos estamos, a todo momento, conectados. Algumas vantagens são menor tempo de treinamento; menores custos, já que não há deslocamento dos colaboradores; a possibilidade de realmente gerenciar aquilo que os colaboradores estão aprendendo, bem como a forma que o fazem e, talvez a maior das vantagens, o conhecimento, na forma de um treinamento, de um curso, ao alcance de todos a qualquer hora, de qualquer lugar. Num país imenso como o Brasil, isso é bastante coisa.

Meu site pessoal versão 2009

Publicado por: alexandre bobeda em: Quinta-feira, 23 Abril, 2009

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Acabei de colocar no ar a nova versão do meu site pessoal, que traz, de forma bem “web 2.0″, um resumo de minha carreira profissional, além dos meus contatos, claro!

Foi a forma que encontrei de mostrar meu perfil num tom mais atualizado com as tendências desse momento digital e, também, com minha carreira e minha forma de atuação: simples, direto, minimalista, elegante e eficiente. E ainda tem um QR Code que, se apontado com um certo software, pela câmera do celular, mostra meus dados! ;-)

Está alinhado com os novos cartões de visita, que depois mostro aqui como ficaram (vão pra gráfica ainda esta semana).