
Como se transforma o desempenho do professor num ambiente interconectado, onde as informações estão rapidamente acessíveis?
Esta é a pergunta que o canadense George Siemens, tenta responder em seu ótimo artigo, “Learning and Knowing in Networks: Changing roles for Educators and Designers“. O autor trata do assunto tentando esclarecê-lo num momento em que a própria vida se encontra interconectada, o mundo real e o virtual: com a grande influência da web e da tecnologia em nossa vida, não pensamos sequer em fazer coisas simples, como comprar algo ou consultar a programação de cinema para o fim de semana sem recorrer a sites e opiniões de usuários.
Assim, sua dúvida é como poderemos fazer o “design” do aprendizado, uma vez que os aprendizes, alunos, participantes de cursos podem adotar múltiplos caminhos e abordagens para adquirir os conteúdos? É uma questão complexa, porém altamente estimulante, levando os professores e designers a assumirem papéis-chaves no processo.
Para Siemens, os professores “interagem com os aprendizes e o conteúdo de forma diferente, como artistas”, ou também, “administradores de redes” (nome criativo, visão idem no momento de hoje!); “zeladores” ou, ainda, “curadores”, fazendo algo como misturar sua expertise de educador com a função de construtor do aprendizado.
Por outro lado, o autor afirma que os designers instrucionais têm como função “dirigir os educadores com o auxílio de ferramentas e fontes” de conteúdo. Disso, nenhuma dúvida, embora me pareça algo mais complexo a função de um design instrucional (e, tendo ao mesmo tempo ambas as práticas e experiências, como no meu caso, posso mensurar isso bem de perto!).
Uma citação interessante do artigo:
Current developments with technology and social software are significantly altering:
(a) how learners access information and knowledge, and (b) how learners dialogue with the instructor and each other.
Both of these domains (access and interaction) have previously been largely under the control of the teacher or instructor.
Ainda que a resposta para a questão levantada por Siemens faça parte de uma imensa transformação em andamento, vale a pena ler o artigo e refletir sobre nosso papel nesta nova “era de ouro do conhecimento”.