Arquivos para 'design instrucional'Categoria

tube, design instrucional que funciona!

Terça-feira, 11 Março, 2008

Estava pensando, ontem, quando voltava pra casa de metrô: acho que um dos mais interessantes mapas de metrô do mundo é o de Londres. Pelo seu tamanho e pela forma como estão dispostas as informações.

É também um belo exemplo de design instrucional, embora não seja diretamente com uma finalidade educacional, é educativo e instrui bastante bem sobre como se movimentar pelo tube inglês.

Sendo o mais antigo do mundo e tendo aquela quantidade absurda de entroncamentos e linhas, de várias cores (algumas passam pelo mesmo trilho, uma loucura!), é mesmo notável que seja algo feito com extrema clareza e precisão. Continue lendo o texto

aprendendo num mundo de redes sociais

Quarta-feira, 20 Fevereiro, 2008

Como se transforma o desempenho do professor num ambiente interconectado, onde as informações estão rapidamente acessíveis?

Esta é a pergunta que o canadense George Siemens, tenta responder em seu ótimo artigo, “Learning and Knowing in Networks: Changing roles for Educators and Designers“. O autor trata do assunto tentando esclarecê-lo num momento em que a própria vida se encontra interconectada, o mundo real e o virtual: com a grande influência da web e da tecnologia em nossa vida, não pensamos sequer em fazer coisas simples, como comprar algo ou consultar a programação de cinema para o fim de semana sem recorrer a sites e opiniões de usuários.

Assim, sua dúvida é como poderemos fazer o “design” do aprendizado, uma vez que os aprendizes, alunos, participantes de cursos podem adotar múltiplos caminhos e abordagens para adquirir os conteúdos? É uma questão complexa, porém altamente estimulante, levando os professores e designers a assumirem papéis-chaves no processo.

Para Siemens, os professores “interagem com os aprendizes e o conteúdo de forma diferente, como artistas”, ou também, “administradores de redes” (nome criativo, visão idem no momento de hoje!); “zeladores” ou, ainda, “curadores”, fazendo algo como misturar sua expertise de educador com a função de construtor do aprendizado.

Por outro lado, o autor afirma que os designers instrucionais têm como função “dirigir os educadores com o auxílio de ferramentas e fontes” de conteúdo. Disso, nenhuma dúvida, embora me pareça algo mais complexo a função de um design instrucional (e, tendo ao mesmo tempo ambas as práticas e experiências, como no meu caso, posso mensurar isso bem de perto!).

Uma citação interessante do artigo:

Current developments with technology and social software are significantly altering:
(a) how learners access information and knowledge, and (b) how learners dialogue with the instructor and each other.

Both of these domains (access and interaction) have previously been largely under the control of the teacher or instructor.

Ainda que a resposta para a questão levantada por Siemens faça parte de uma imensa transformação em andamento, vale a pena ler o artigo e refletir sobre nosso papel nesta nova “era de ouro do conhecimento”.

ipod + e-learning!

Domingo, 17 Fevereiro, 2008

 

Se você tem um iPod, saiba que não são só músicas, filmes e clips que movem o aparelho. Agora, até cursos a distância e conteúdos em mp3 são disponibilizados para o famoso gadget da Apple. Conheci duas iniciativas do tipo:

Curso em Empreendedorismo, de Portugal, com módulos em video para ver no YouTube ou baixar para  o iPod;

LearOutLoud.com, um diretório de áudio-books, podcasts, etc em temas como negócios, literatura, política, ciências e outros mais.

Ainda não testei esses conteúdos, mas acredito que a abordagem do designer instrucional, nesses casos, tenha sido muito mais simples e direta. Seria isso mais um nicho e um caminho sem volta? ;-)

Num layout de e-learning

Segunda-feira, 14 Janeiro, 2008

Estou finalizando um wireframe para o layout de um curso em e-learning de um cliente. Levar a identidade corporativa para os treinamentos, mesmo que pela web, sempre foi um ponto bem considerado por mim. Sei por experiência que muitas empresas - mesmo as grandes - não levam este aspecto a sério, embora seja algo realmente importante, como bem ficou provado pela empresa, durante reunião de kick-off do projeto. Eles fizeram questão de ressaltar que o curso online deveria ter “a cara” da empresa. Certíssimo.

Por motivos contratuais óbvios, não posso postar aqui o layout, nem mesmo quando terminado. Mas, sobre sua produção, feita no Flash (que mais se assemelha a uma, digamos, “direção de arte para e-learning”, se é que podemos assim definir…rs), levou em conta a logomarca da empresa, as cores da mesma em seu website, a tipologia e a forma de comunicação escrita na internet. Afinal, tudo isso precisa constar no design instrucional.

Desta forma, pensei em transpor a “essência” do cliente para seu curso em e-learning. Acima de tudo, é preciso ter basicamente bom gosto, compreendendo as combinações de cores e um pouco de organização e harmonia de todos os elementos da interface. É, me esforcei um bocado…rs
Se consegui? No dia da validação eu digo aqui… ;-)