A interessante matéria de capa da nova Wired, que postei abaixo, me fez refletir sobre o tema: todo mundo oferece de graça no trabalho, nem que seja só um pouquinho. Não acha?
Nós, que trabalhamos com grandes clientes como consultores ou profissionais freelancers, sabemos a diferença que faz entre você fazer somente aquilo para o que foi contratado e entregar um pouco mais. Assim, a impressão que fica é bem positiva, não tendo a ver com “altruísmo” corporativo, mas com um perfil profissional mais adequado aos dias atuais: aquele profissional que, mesmo “fora da empresa”, ajuda a mesma a resolver seus problemas com seu próprio esforço e conhecimento, numa espécie de esforço extra. Que é muito bem recompensado, no fim das contas (ou do contrato!).
Afinal, se a impressão a ser deixada tem que ser a melhor possível e se existem muitos por aí que fazem o que você faz por um preço mais baixo (sempre, não se engane!), o melhor é usar este artifício profissional - o mais por nada, de graça - e ficar sempre em evidência, como alguém que realmente se envolve nas soluções para seus clientes. Claro, levando-se em conta, além desse fato, a qualidade do profissional, sua competência. Isso seria, logo, um plus.
Assim, se parar para pensar, é provável que você já tenho feito um relatório a mais para alguma empresa, tenha escrito outro excelente documento sem que tenham solicitado (ou mesmo que o tenham, sem atualizar o contrato - sim, isso existe!), tenha produzido algum material para o qual não foi, especificamente, pago ou contratado. Etc. Comigo, sim, já aconteceu e quase sempre acontece. Não reclamo, até gosto. Aliás, é uma forma de atuar que cria valor para o profissional.
Pois bem, acho pouco provável que você ainda não tenha passado por algo do tipo. Talvez ainda venha a ocorrer, mas não acho que qualquer profissional esteja livre.
Acostume-se: é a nova pós-economia…